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Vândalos fundamentalistas depredam Praça dos Orixás

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Crime ocorreu a menos de uma semana das homenagens a Iemanjá na virada do ano novo Vândalos destruíram o opaxorô de Oxalá, mas não conseguiram arrancá-lo. Uma testemunha amarrou a peça à escultura Bloco de concreto foi usado para danificar a estátua de Logunedé Brasília — Às vésperas da tradicional homenagem a Iemanjá, na Praça dos Orixás, às margens do Lago Paranoá, os povos tradicionais de matriz africana sofrem mais um ataque de intolerância religiosa. Três imagens — Oxalá, Logunedé e de Iemanjá — foram depredadas por vândalos, há poucos dias.  A agressão foi constatada pelo coordenador do Foafro-DF, ogã Luiz Alves, Wilson Veleci, integrante do Foafro, e pelo presidente da Federação de Umbanda e Candomblé do DF e Entorno, Rafael Moreira, que foram ao local para ver a montagem da estrutura destinada à festa do próximo dia 31. De acordo com um morador de rua, acampado no local, a violência ocorreu, há cerca de três dias. Dois homens e uma mulher que ocupavam um ca...

Presença, sim! Presente, não!

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Maria Stella de Azevedo Santos | Iyalorixá do Ilê Axé Opô Afonjá  Estou preparada para dormir, não tão cedo como dormem os idosos. Tenho 90 anos e 7 meses, mas minha filha joga fora os 90. Ela é de Iyemanjá. Como sua essência é de mãe, ela me cobre. Agora sou um bebê de 7 meses. Para que o pacote fique completo, minha filha/mãe começa a contar uma "estorinha": "Era uma vez uma senhora encantada e encantadora que se tornou conhecida como 'A Grande Mãe'. Em seu colo, as crianças se aconchegavam e os adultos buscavam conforto para as dores do dia a dia. De sua boca saíam conselhos que ajudavam a secar as lágrimas de homens e mulheres aflitos. Se seus conselhos não bastavam, ela dançava e com suas mãos indicava os caminhos a serem seguidos. "As desesperadas pessoas que buscavam 'A Grande Mãe' saíam de seu lar com a esperança renovada. Sua casa era uma extensão dela própria. E, por isso, todos queriam agradá-la e a presenteavam com flores para que sua...

Frente Parlamentar quer CPI para apurar atos terroristas contra povos tradicionais de matriz africana

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Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados: líderes religiosos denunciam aos deputados os atos terroristas praticados contra os terreiros do Distrito Federal e dos municípios vizinhos à capital federal A Frente Parlamentar em Defesa dos Povos Tradicionais de Matriz Africana, composta por deputados da maioria dos partidos com assento no Câmara federal, vai se empenhar para criar Comissão Parlamentar de Inquérito a fim de investigar os atos terroristas praticados, em todo o país, contra os territórios tradicionais do povo negro. Segundo o articulador político do Fórum Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional dos Povos Tradicionais de Matriz Africana (Fonsanpotma), tata Edson Nogueira, a decisão ocorreu, na tarde de quinta-feira, na Comissão de Cultura da Câmara, onde foi realizada audiência pública, sob a coordenação da deputada Érika Kokay (DF), com os representantes das religiões de matriz africana. Para tata Edson, a instalação da CPI será fato histórico que permitirá t...

FONSANPOTMA apela à ONU diante do terrorismo contra terreiro em Brasília

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  Diante a infame e covarde agressão contra o território de matriz africana Ilé Axé Oya Bagn, no último dia 27, dirigido por Mãe Baiana de Oyá, na região do Paranoá, no Distrito Federal, o Fórum Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional dos Povos Tradicionais de Matriz Africana (Fonsanpotma) lançou manifesto de repúdio ao gesto terrorista. No documento, o Fórum apela à  ONU para que sejam tomadas providências contra o estado de terror instalado no país. Abaixo, a íntegra do documento: MANIFESTO CONTRA ATAQUE TERRORISTA A TERRITÓRIO DE MATRIZ AFRICANA O Fórum Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional dos Povos Tradicionais de Matriz Africana (Fonsanpotma) manifesta profundo repúdio ao ato terrorista que incendiou mais um território de matriz africana. O ataque ocorreu, na madrugada do último dia 27, contra o terreiro Ile Axé Oya Bagan, dirigido por Mãe Baiana de Oyá, mulher da tradição, que mantém espaço de preservação do contínuo civilizatório africano, local...

Artigo: Mãe Baiana e a moral do terror

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Casa de Mãe Baiana é incendiada. Bombeiros só encontram escombros. Polícia diz que vai investigar Por Solon Dias A intolerância, a arrogância, a verve destruidora de evangélicos politicamente mal formados, moralmente mal instruídos e culturalmente grudados aos interesses desprezíveis do estado, acabam de fazer mais uma vítima: o terreiro de Mãe Baiana, Casa de matriz africana consagrada no DF, foi incendiado na madrugada desta sexta-feira (27/11), no Núcleo Rural Córrego do Tamanduá, entre as regiões do Lago Norte e do Paranoá. A Casa da Mãe Baiana, localizada aos fundos de uma chácara, foi destruída pelo fogo. As chamas tiveram início por volta das 5h. Esse é o mais recente caso de ataque a terreiros na região do DF e Entorno. E apenas mais um entre a série de atentados que estes pseudo-religiosos seguidores dos malafaias e dos edis macedos da vida estão patrocinando. Em setembro, ao menos outros dois templos de religiões afro-brasileiras em Goiás foram atacados: um em Santo Antô...

RECONHECIMENTO: Coordenadora-geral do Fonsanpotma é agraciada com comenda pela luta contra o racismo

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O GHC_Grupo Hospitalar Conceição agraciou a coordenadora-geral do Fórum Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Fonsanpotma), a médica pediatra Regina Nogueira (Kota Mulanji), com a comenda João Cândido, pela luta no combate ao racismo e à intolerância religiosa; pelo empenho em defesa da soberania de seu povo e pelo fortalecimento do Sistema Público de Saúde. QUEM FOI JOÃO CÂNDIDO João Cândido Felisberto, também conhecido como almirante Negro, nasceu em Encruzilhada do Sul (RS), em 24 de junho de 1880, e notabilizou por liderar a Revolta da Chibata, ocorrida em 1910.  Em 22 de novembro de 1910, ao assumir o comando da revolta, ele controlou o motim, fez cessar as mortes de revoltados e oficiais e enviou radiogramas para o então presidente Hermes da Fonseca, exigindo o fim dos castigos na Marinha de Guerra. O uso da chibata havia sido abolido, em 1889, no ano da instalação da República. Mas não era cumprido pelos oficiais da Marinha de Guerra. No contingente de 90%...

Dia de Zumbi é 20 de novembro, e não tem discussão

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Coordenadora de Mulheres do Fonsanpotma, Ya Vera Soares (de branco) comemora com aliados a vitória dos povos tradicionais de matriz africana e movimentos sociais de Porto Alegre na Câmara de Vereadores Porto Alegre — Os militantes de Porto Alegre, autores de propostas inovadoras e impactantes, mais uma vez demonstram sua força e fizeram história. Pressionaram e levaram a Câmara de Vereadores, hoje (23/11) a recuar da decisão de transferir o Dia da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro, para ot terceiro domingo de novembro. O Fórum Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional dos Povos Tradicionais de Matriz Africana (Fonsanpotma), representado pelo coordenador de Articulação Política, tata Edson, e pela coordenadora de Mulheres, Ya Vera Soares, articulou as organizações do estado na luta contra a ignóbil proposta. Mais: o Fórum movimentou a Frente Municipal de Parlamentares em Defesa dos Povos Tradicionais de Matriz Africana para unir forças em defesa da reivindicaç...